Pilares da Crença

A crença islâmica é clara, simples, indo ao encontro da Fitra (significa o conhecimento e o estado que é inato ao ser humano); é uma crença intermediária entre o exagero daqueles que acabam criando outras divindades que os aproximem de Allah e aqueles que negam a existência de Allah; é uma crença que não aceita acréscimos e nem que se retire algo dela; ela não aceita ser imposta, devendo ser fruto de análise e da observação, daí Allah em várias passagens do Alcorão ao se dirigir às pessoas dizendo: "Acaso não raciocinam." "Acaso não meditam." A crença no Islam se resume em seis pilares que se complementam, o que significa que aquele que nega um desses pilares não é muçulmano.
 

1º - A crença em Deus - O Tawhid (a unicidade de Allah)


A crença no tauhid é a coluna mestre da Fé islâmica. Ela se divide em três partes, a primeira é o tawhid ar-rububia (unicidade do Criador) que significa acreditar que Deus criou, mantém e é o Senhor de tudo e de todos; a segunda é o tawhid al-Uluhia (unicidade da divindade), que expressa que Allah é o Único a quem devemos adorar e a quem devemos dirigir nossas súplicas, sem que haja intermediários entre os homens e Ele; e a terceira é o tawhid al-Asmá ua Sifát (unicidade dos nomes e atributos de Allah), que quer dizer que a Allah pertencem todos os nomes e atributos da perfeição, por isso devemos nos submeter totalmente a Ele. Diz Allah, o Altíssimo "Dize: Ele é Allah, o Único! Allah! O Absoluto! Jamais gerou ou foi gerado! E nada é comparável a Ele!" (surata 112)
Esta crença representa a carta de alforria do homem em relação a toda a sorte de humilhação, pois ele entende que a única superioridade que existe é a Allah e que conseqüentemente todas as criaturas são iguais, por isso ele não deixará humilhar por ninguém e não abaixará a cabeça para ninguém, exceto para o Criador.
Foi essa consciência que fez com que um beduíno enviado como um mensageiro ao imperador Pérsia dissesse ao ser interrogado acerca do seu envio: "Eu vim para retirar as pessoas da adoração às criaturas para a adoração ao Senhor das criaturas."
a) A crença na soberania divina. Crer que Deus é o Criador, o Sustentor e o Soberano de tudo o que se refere à criação, bem como o Único que decide seu destino.
b) A crença na divindade de Deus; ou seja, crer que Deus é o Único a ser adorado, e tudo o que se adora além d'Ele, é falso.
c) A crença nos nomes e atributos de Deus, e que eles são completos e perfeitos, e tais nomes devem ser corroborados pelo Alcorão, ou pelas tradições do profeta Muhammad (que a paz e as benções de Deus estejam com ele).

 

2º - A crença nos Anjos


A crença nos anjos é fruto da crença em Allah. Os anjos são criaturas que executam as ordens de Allah. são feitos de luz, possuem mãos, pés, asas; eles não se cansam, não agridem, possuem poderes e podem assumir a forma humana; eles nunca desobedecem a Allah e são criaturas extremamente virtuosos; possuem ocupações, e somente Allah sabe quantos existem.
Os anjos foram criados por Deus, O adoram e O obedecem. Deus os encarregou com diferentes tarefas, como por exemplo Jibraïl(Gabriel) que é responsável por levar as mensagens de Deus aos profetas, Mikaïl (Miguel) responsável pelas chuvas e crescimento das plantas e Israfil que será o responsável por soprar a trombeta no Dia da Ressurreição. Também há o anjo da morte(Izraïl (Rafael)), que é o encarregado de tirar a vida das criaturas há um tempo infalível, fixo e determinado por Deus. Rafael também tem muitos anjos a trabalharem sob sua supervisão, uns que tiram a alma dos bons e outros que tiram alma dos maus.

 

3º - A crença nos Livros


As mensagens divinas, reveladas por Allah aos mensageiros, estão contidas em Livros. À medida que essas mensagens iam sendo esquecidas ou deturpadas, Allah enviava novas mensagens. Dentre estas encontramos o Torá de Moisés, os Salmos de Davi e o Evangelho de Jesus .
O último desses Livros é o Alcorão, que, ao contrário dos outros, permanece inalterado, ou seja, continua da mesma forma em que foi revelado ao Profeta Muhammad . Veja o que o pesquisador Maurice Bucaille diz a esse respeito: "Uma autenticidade indiscutível dá ao texto alcorânico um lugar à parte entre os Livros de revelação, lugar que ele não divide nem com o antigo, nem com o novo Testamento." Somente Allah conhece o número exato de Livros revelados.
a) A Torá; revelada ao profeta Moisés , e é o principal livro revelado ao povo de Israel.
b) O Evangelho; revelado a Jesus .
c) Os Salmos, dados a Davi .
d) O Nobre Alcorão; revelado ao profeta Muhammad, último dos profetas. Com ele, o Alcorão, Deus abrrogou todas as revelações anteriores, e se responsabilizou pela preservação do mesmo, uma vez que servirá também como prova irrefutável contra aqueles que não creram n'Ele nem no Dia do Juízo Final.

 

4º - A crença nos Mensageiros


Allah elegeu os humanos alguns a quem o anjo Gabriel deveria revelar as mensagens, esses são os mensageiros. Somente Allah conhece o seu número, mas no Alcorão são mencionados vinte e cinco, dentre eles Abraão, Moisés, Jesus e Muhammad( que a paz e a misericórdia de Allah estejam com todos eles). Eles sentiam o que nós sentimos, ficavam doentes como nós ficamos e morreram como nós também iremos morrer um dia, enfim, eram de carne e osso. Nós devemos acreditar em todos eles e nas suas missões. Devemos testemunhar que cumpriram e transmitiram tudo corretamente. Eles eram pessoas de grande sabedoria. Diz Allah, o Altíssimo: "Dizei: cremos em Allah, no que nos tem sido revelado, no que foi revelado a Abraão, a Ismael, a Isaac, a Jacob e às (doze) tribos; no que foi concedido a Moisés e a Jesus e no que foi dado aos profetas por seu Senhor; não fazemos distinção alguma entre eles, porque somos, para Ele, muçulmanos." (2: 136)
 

5° - A crença no Dia do Juízo Final


Crer no dia do juízo final é crer que após a morte seremos ressuscitados, e todos os nossos atos serão julgados par aqu'Ele que nos criou. A justiça será feita, e quem tiver seguido o caminho revelado por Allah terá o paraíso como morada eterna, enquanto aquele que tiver preferido seguir os seus desejos e caprichos terá o inferno como morada eterna. Agora imaginemos o seguinte:
Suponhamos um feto no ventre materno. O único mundo que ele conhece é aquele apertado, escuro e cheio de água. Suponhamos ainda que ele possa ouvir e entender tudo o que a sua mãe fala. Ela lhe explica que ele se encontra ali temporariamente, e que passado um tempo ele sairá para um mundo enorme, cheio de luz, cores, animais e pessoas adultas e idosas. ele não será capaz de imaginar o mundo fora do útero como descrito por sua mãe, visto essas imagens não fazerem parte da sua realidade. Mas isso não significa que ele não deva acreditar que esse mundo exista, pois a fonte dessa notícia é uma pessoa de sua total confiança, sua mãe. O mesmo acontece conosco. Não é pelo fato de os nossos sentidos serem incapazes de assimilar essa realidade (que é a existência de uma outra vida após a morte) e de ela não pode ser vivenciada, que nós devemos negar a sua existência, pois ela nos foi revelada pelo nosso Criador e transmitida pelas pessoas mais sábias e verdadeiras que Allah ja criou. Como disse Omar ibn abdel Aziz (Omar bin Abdel-Aziz governou no período de 99 a 101 depois da Hégira, na cidade de Medina.): "Nós fomos criados para a eternidade e em verdade estamos nos mudando de um lar para outro."
Mas há pessoas que, além de não acreditarem nessa verdade transcendental, criam teorias a fim de ter algo a que se apegar, pois a fitra e a razão se recusam a crer que a existência acaba com a morte, como é o caso da teoria da reencarnação. Dizem que o homem morre e o seu espírito torna a viver em um outro corpo para alcançar o grau máximo de desenvolvimento(o que acaba gerando um ciclo interminável). e dependendo de como a pessoa tenha se comportado na vida anterior, ela reencarnará numa vida de sofrimento(se tiver se comportado mal) ou numa vida feliz(se tiver se comportado bem). Para essas pessoas, levanto as seguinte questões:
a) como Allah, que tem como um dos seus atributos a justiça, pode permitir que um corpo pague pelos pecados de um outro corpo, e o que é pior, sem ter consciência disso?
b) Em que Livros revelados por Allah se encontram fundamentos para essa teoria?
c) Se o quanto nós sofremos nessa vida está diretamente relacionado ao quanto aprontamos na vida passada, então como é que podemos seguir os mensageiros que foram as pessoas que mais sofreram durante as sua vidas de pregação? Afinal de contas, segundo essa teoria, eles foram os piores pessoas na vida anterior, ou nas vidas anteriores. será que uma só reencarnação é suficiente para transformar esses espíritos inferiores em espíritos elevados como eram os espíritos dos mensageiros?
d) A teoria da reencarnação pressupõe o seguinte: existem cinco pessoas; elas morrem e reencarnam em outras cinco pessoas. Isso denota uma estagnação, ou na pior das hipóteses uma diminuição na população do planeta. Então como explica o fato de a população mundial estar crescendo numa proporção acelerada?
e) frequentemente se afirma que a reencarnação é a solução para as questões de desigualdade que assolam o homem. tentam através dela explicar o motivo pelo qual pessoas nascem deformadas, ou com algum tipo de deficiência, ou com alguma doença, ou o motivo que teria feito com que pessoas normais se tornassem deficientes e ou adquirissem doenças incuráveis. Mas o que explicará, então, as deformações, as deficiências e as doenças incuráveis que atingem também as plantas e os animais?
f) Por que as pessoas sempre dizem reencarnar pessoas nobres, ou personagens da história com Napoleão, Cleópatra e Júlio César e nunca dizem reencarnar um mendigo leproso, escorraçado por todos? Aliás, vocês já reparam quantas pessoas no mundo dizem reencarnar esses personagens ao mesmo tempo? Quantos corpos para um único espírito, hein?!

 

6° - A crença na Predestinação


Crer na predestinação é aceitar com concepção que Allah é o Senhor de tudo e de todos e que Ele colocou tudo no seu devido lugar, criando a felicidade e o sofrimento. O tempo de vida de cada ser humano está nas mãos de Allah.
O homem possui o livre-arbítrio. Ele tem o poder de escolha, porém este poder não sai do círculo permitido por Allah.
O homem deve se esforçar ao máximo para conseguir o que deseja(de maneira lícita claro) e para mudar uma situação, e não se acomodar e culpar o destino por tudo. Algumas pessoas dizem que o livre-arbítrio não combina com a crença no destino; para elas eu pergunto:
a) Foi você quem escolheu quando nascer, a que família pertencer e as suas características físicas e psicológicas? Certamente a resposta será um sonoro não.
b) Acaso é você que escolhe quando adoecer, quando se curar e quando morrer? Novamente a resposta será não. Viu, olha só o destino tomando parte da sua vida.
c) Quando você decide se casar, pode escolher a pessoa com a qual deseja dividir a sua vida? Ou quando você necessita de dinheiro pode optar por trabalhar em vez de roubar? Ou quando você quer passar de ano na escola, pode escolher entre estudar ou colar? A resposta é sim. Olha o livre-arbítrio aí!

 

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